30/05/2024

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“Priorizamos saúde financeira”, diz CEO da Ford sobre perda de mercado

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A montadora, que historicamente detém o título de quarta maior do país, perdeu duas posições no ranking de participação das vendas de automóveis The post “Priorizamos saúde financeira”, diz CEO da Ford sobre perda de mercado appeared first on Exame.

No ano em que as vendas da indústria automotiva despencaram quase 40%, as montadoras têm a difícil decisão de optar por volumes ou rentabilidade. Neste cenário, a Ford afirma que vai continuar perseguindo saúde financeira.

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Nos últimos dois anos, a montadora perdeu o posto de quarta maior em vendas de automóveis do país, figurando agora na sexta posição, segundo ranking da Fenabrave. Na pandemia, o mercado automotivo acabou ganhando uma nova configuração, com algumas marcas apostando mais na chamada venda direta (para frotistas) e outras concentrando mais esforços no varejo.

Para Lyle Watters, presidente da montadora na América do Sul, market share não é o único parâmetro de negócios. “Num ambiente tão crítico como o que estamos vivendo, há muita pressão de custos. Priorizamos saúde financeira. Se para isso tivermos que abrir mão de parte da nossa participação de mercado, essa é uma decisão consciente.”

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O executivo explica que, durante a pandemia, as moedas locais ficaram desvalorizadas ao redor do mundo, o que causou uma enorme pressão nos custos. “No Brasil, a utilização da capacidade da indústria automotiva está em cerca de 40%. A liquidez financeira é fundamental para a Ford e para todas as empresas.”

Essa também é a avaliação de Carlos Zarlenga, presidente da General Motors América do Sul, atual líder do mercado brasileiro. Em entrevista recente à EXAME, o executivo afirmou que neste momento, de baixa demanda e alto nível de ociosidade na indústria, a forte atuação na venda direta significa perda de rentabilidade. “Quem estiver vendendo muito a frotistas está comprando market share“, disse na ocasião.

Para o presidente da Ford, os níveis de produção da indústria brasileira só devem ter uma recuperação a partir de 2023. Para o ano que vem, a montadora trabalha com um mercado de 2,5 milhões de unidades no Brasil, frente aos 2 milhões estimados para 2020.

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Watters disse ainda que a montadora está monitorando os acontecimentos relativos a uma segunda onda de contaminação por covid-19 nos Estados Unidos e na Europa. “Vamos continuar adotando medidas preventivas e precisamos manter a disciplina. Não podemos baixar a guarda.”

Nesta terça-feira, 01, a Ford anunciou um investimento superior a 580 milhões de dólares na fábrica de General Pacheco, na Argentina, para a linha da picape média Ranger, que é exportada inclusive para o Brasil.

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